Precisamente em Itália, libertada do comunismo, nazismo e fascismo pelos americanos, nota-se um maior anti-americanismo. Parecem-me estúpidos e ignorantes nas manifestações pacifistas a queimarem a bandeira dos USA com a bandeira de Che Guevara. Nos últimos 15 anos viram a falência da ideologia de Che Guevara e sofreram as suas consequências: “Naves dos desesperados” da Albânia e de outros regimes comunistas invadiram Itália, foram recebidos com muita “civilidade”, deram aos albaneses 45.000 liras, (€25), por dia para não roubarem mas juntaram-se às mafias italianas para assaltarem casas, roubarem, assassinarem e explorarem a prostituição.
Este anti-americamismo que continua em certos fóruns parecem-me estupidez, malvadez ou ignorância: usam a Internet descoberta pelos americanos, utilizam técnicas desenvolvidas pelos americanos mas são anti-americanos que fazem lembrar o ódio racista dos nazistas contra os judeus; chamam “US Nazi” e esquecem que foram precisamente os USA que libertaram Europa do nazismo; propõem a união dos povos com exclusão dos mais democráticos, ricos e eficientes; usam tecnologias inventadas nos USA e proclamam o ódio: “Hate The US”.
No Iraque morreriam menos e as condições do povo seriam melhores sem a intervenção americana? No Kosovo já tinham morrido centenas de milhares antes da guerra americana e europeia. Sem esta guerra, apesar dos 10.000 mortos, teria sido possível pôr fim àquela mortandade? No Afeganistão a maioria da população vivia de ajudas humanitárias, só dos USA receberam 43 milhões de US$ pouco antes de enviarem os terroristas causarem uns 3.000 mortos inocentes.
Escreveu-se no www.indymedia.org :
”Lenine, figura chave do marxismo na viragem dos séculos XIX para XX, arquitecto do partido que realizou em 1917 a primeira revolução anticapitalista da história ...
Lenine foi uma das mais destacadas figuras históricas desta corrente revolucionária que mais tem reflectido sobre a questão nacional, defendendo o direito de autodeterminação e a liberdade dos povos como uma das tarefas primordiais de qualquer programa socialista, combatendo sem...”
Ao ler isto pergunto se algumas pessoas não conhecem os resultados reais e a miséria que resultou dessa revolução.
"As revoluções nunca se fizeram com palavras ocas é isso que certos libertários e anarquistas parecem esquecer ."
Serão melhores os anarquistas minoritários italianos que matam ou colocam bombas a quem pensa diferente? Felizmente que alguém conhece um pouco mais de História e comenta assim:
”Pois não, as revoluções leninistas e estalinistas e outros istas afins fizeram-se com palavras terrivelmente repletas de conteudo e significado como Sibéria, purgas, eliminação, extermínio, perseguição, totalitarismo, genocídio (Ucrânia), fanatismo, etc. ... “
Mas este recebeu o comentário: “Parecem o Pires Portugal a falar...” A maioria dos comentários parecem-me de estúpidos ou ignorantes que não conhecem a invasão da Hungria e Checoslováquia, a miséria, terror e falta de liberdade desses regimes:
“Grande homem que simbolizou e ajudou á melhoria das condições de vida de milhões de trabalhadores do mundo. Lenine nunca será esquecido. As revoluções nunca se fizeram com palavras ocas é isso que certos libertários e anarquistas parecem esquecer” .
?????"Grande homem que simbolizou e ajudou á melhoria das condições de vida de milhões de trabalhadores do mundo."????
Com que preço? Com a morte de quantos milhões????????? (Uns 100.000.000 segundo alguns historiadores).
?????"...brigadas vermelhas , eta tem hoje mais do que nunca razão de existência"????? Minorias que matam inocentes para imporem a sua razão às maiorias?????
Dá-me nojo ... os "anarcas italianos" que matam inocentes representantes da maioria dos eleitores e não compreendo como há quem transforme em heróis e queira recordar os responsáveis por essa "GRANDE REVOLUÇÃO RUSSA" QUE DEPOIS DE MATAR 100.000.000 DE PESSOAS DEIXOU A MISÉRIA QUE CONHECEMOS. Para mi Lenine está ao mesmo nível de Hitler, Napoleão, Che Guevara ... Grandes assassinos por causas falidas.
Há pessoas que nasceram mais inteligentes e que desenvolveram mais as suas capacidades. Destas algumas usam os seus talentos para bem dos outros, (Madre Teresa de Calcutá e muitos santos), outros para bem pessoal e bem dos outros, outros para bem pessoal, bem de uns e mal de outros,(Berlusconi), outros para bem pessoal com dano de outros, outros para fazerem bem a alguns fazem mal a muitos, (Lenine). Só os vivos fizeram de Lenine um herói. Mas quantos mortos? Com qual resultado?
Os estúpidos fazem mal para si e para os outros,(brigadas vermelhas). Eu não compreendo como se pode falar bem das brigadas vermelhas conhecendo o resultado da sua ideologia na Albânia, ex-URSS, Cuba, China, ... Em contraste com o resultado em Itália do sistema que combatiam.
Falam dos “crimes de guerra cometidos no Iraque, no Kosovo e no Afeganistão” ... Mas esquecem que no Kosovo com 10.000 se pôs termo a uma guerra que já tinha feito centenas de milhares de mortos.
Se a revolução soviética não tivesse existido como teria sido o mundo durante todos estes anos? Quais seriam os direitos dos trabalhadores? Não teriam morrido 100.000.000 de opositores da revolução? Ou morreriam de fome? Teríamos hoje uma URSS como os USA?
A inteligência pode ser vista do ponto de vista psicológico: há muitos tipos de inteligência e testes de quociente intelectual muito duvidosos para a medir. É evidente que todos nascemos com diferentes capacidades intelectuais das quais não temos a mínima culpa mas das quais sofremos as consequências. Mas somos em parte responsáveis pelo seu desenvolvimento, condicionados pelo grupo a que pertencemos e pelo meio em que vivemos.
Em política a inteligência manifesta-se no estabelecimento das prioridades de momento tendo em conta o maior bem do presente e futuro para a maioria. Como as prioridades são muitas vezes subjectivas o que parece inteligente para um é considerado estúpido de outro.
Nem sempre o melhor político é aquele que faz o que quer a maioria. As multidões são muito sugestionáveis pelas emoções de momento mas muitas vezes os estudos científicos e a razão de poucos ou de um só pode valer mais do que a opinião de uma nação. Basta recordar Galileu condenado por dizer uma verdade nova e considerada mentira por uma inteira humanidade do seu tempo, as centrais nucleares fechadas em Itália após um desastre...
Todos concordam que a ética deve educar os comportamentos humanos para um mundo melhor e todos admitem o valor da persuasão. Mas diferem muito quanto aos meios e objectivos:
No ANARQUISMO não se admite ou reduz-se autoridade e castigo, pressupõe-se que somos bons por natureza e os criminosos são fruto da má educação e das consequências do capitalismo. Os principais objectivos são a sociedade sem classes, sem autoridade, sem poderes, sem hierarquias.
No CAPITALISMO a educação pressupõe hierarquias, prémio e castigo. A felicidade da sociedade baseia-se na felicidade individual e o principal objectivo do Estado é impor leis e comportamentos que evitem abusos e favoreçam uma justa desigualdade: a cada um segundo os méritos.
No COMUNISMO a prioridade vai para a sociedade sem classes com os ditos “representantes do povo” ou “elites revolucionárias” a dizerem aos outros o que é bom e mau, bem como os meios de conseguir esses objectivos. O indivíduo conta pouco quando se trata de objectivos comunitários ditados pelas elites governamentais. Os ditos “representantes do povo” ou “elites revolucionárias” controlam a informação, fomentam a cultura e apoiam tudo o que eles consideram bom, proibindo tudo o que consideram contrário aos seus objectivos.
Os estímulos de prazer ou dor têm muita influência no desenvolvimento das capacidades. Talvez a eficiência do capitalismo se deva ao facto de criar mais desigualdades com consequente prémio ou castigo no desenvolvimento das capacidades. No comunismo e anarquismo há menos estímulos na medida em que há menos desigualdade, menos prémio da eficiência ou castigo da sua falta.
Quando alguém desenvolve mais as suas capacidades e as orienta para o bem de alguns estes consideram-no herói e agradecem ao menos com a grande consideração por ele. Cria-se assim um círculo vicioso positivo ou negativo do ponto de vista de um mundo melhor: os que nasceram com mais capacidades são estimulados a fazer mais pela sociedade, são felizes e compensados pelo apreço social, mesmo que trabalhem mais do que qualquer escravo. Estão neste caso Madre Teresa de Calcutá e o Papa que foram votados em Itália pela juventude como heróis, respectivamente a 25% e 24,5%. Votado a 8% aparece em 3º posto Che Guevara.
Nestas 3 personagens as capacidades herdadas foram orientadas para o serviço de grupos de pertença nos quais se desenvolveram. Talvez a globalização crie também uma ética global de estímulo de desenvolvimento das capacidades para objectivos globais. Talvez a luta de classes dê lugar à colaboração de classes.
O facto de Bill Gates ser o homem mais rico do mundo pode ser o resultado de uma inteligência aplicada ao mais importante. Apesar de rico leva a vida de um cidadão normal e trabalha muito mais da média. Viaja em classe económica mesmo que tenha dinheiro para comprar o avião. Destinou 26 biliões de US$ em beneficência controlada através da sua fundação que me parecem mais bem empregues do que a beneficência da EU e dos USA que terminou na mafia russa, italiana, ... Guerras... Terroristas ... E escolas de terrorismo em que aprendem a explodir entre inimigos para irem para um paraíso com 75 virgens...
Do ponto de vista ético disturba-me mais o facto da a EU dar dinheiro para a Ferrari de Agnelli sabendo que sua mulher para ir de Turim a Milão vai de helicóptero e por terra o carro para a levar a fazer a habitual passagem pelos negócios de moda. A propósito de helicópteros recordo uma reportagem que dava S. Paulo como uma das cidades do mundo com mais uso deste meio que custa cerca de €1000 à hora. Numa das cidades com mais pobreza aparecem os maiores sinais de opulência económica. Se esses meios servissem a economizar tempo aos mais eficientes e úteis socialmente seria tolerado do ponto de vista ético. Mas se esses meios são utilizados para luxos por quem melhor canalizou os nossos impostos para benefícios pessoais? Em vez de tanta defesa da privacidade não seria melhor privilegiar um jornalismo investigativo de ética global? Parece-me justo que os políticos e empresários que com a sua inteligência e trabalho chegaram a postos de grande responsabilidade beneficiem destes meios de economia de tempo que lhes permite maior eficiência. Mas penso que os abusos devem ser castigados, ao menos pela reprovação da opinião pública quando se usam impostos dos contribuintes.
Eu penso que Berlusconi é dos homens mais inteligentes da actualidade, dorme como Napoleão 3 ou 4 horas por dia e tem um ritmo de trabalho que alguns jornalistas que o seguem consideram insuportável. Como empresário foi dos mais eficientes. Como político é acusado pelo seu conflito de interesses: a sua inteligência poderá orientar-se para servir-se da política ou servir o bem comum. O jornalismo, (a informação em geral), e a oposição serão inteligentes na medida em que velarem contra abusos e estimularem o uso da sua inteligência para a política e bem comum. Mas parece-me que há muita estupidez quando para o destruírem destruem o interesse de Itália e o interesse geral.
A inteligência e estupidez são muitas vezes conceitos válidos conforme o grupo de pertença: o Papa é considerado inteligente pelos católicos mas alguns islâmicos tentaram matá-lo. A sua superioridade de ética global mostrou-se quando perdoou a quem o tentou matar, foi visitá-lo à prisão, chamou todas as religiões a unirem-se pela paz, tomou atitudes a favor de alguns árabes e contra alguns cristãos. Apesar da idade trabalha mais do que um escravo orientado para aquilo que me parece o objectivo ético mais importante do futuro: globalização da justiça.
Curioso como em Itália Che Guevara tem tanta popularidade, mesmo entre pessoas com um nível de vida capitalista muito superior à média, usufruindo de vantagens sociais que só são possíveis da derrota da sua ideologia. O facto de ter morrido por um ideal falido dá a muita gente a sensação de se sentirem bons por estarem da parte dos mártires, fracos e vencidos.
Racionalmente parece-me que o facto de Itália o considerar um herói uma grande estupidez política: Itália vê a miséria e recebe as “naves dos desesperados” do país que mais se aproximou do ideal de Che Guevara: Albânia. Um país que antes fez parte de Itália tornou-se o mais miserável da Europa. Itália estaria quase de certeza como Albânia se não fossem os USA. Como se explica a grande popularidade do mito mais anti-americano precisamente num dos países que mais deve ao seu oposto?
“O coração tem razões que a própria razão desconhece”. Talvez muitas pessoas compensem a realidade com a identificação a mitos opostos: sentem-se boas por se sentirem com um falido que sacrificou a vida por um ideal contra os vencedores.
COMENTÁRIOS aos COMENTÁRIOS NO FÓRUM: http://pt.indymedia.org
”... Transmitir a ideia merdo-darwinesca e fixo-piresca de que os "mais inteligentes" merecem um sistema que lhes permita cobrar privilégios por serem mais capazes de se mexerem para criar as condições que ofereçam esses mesmos privilégios. os outros 90 por cento da população mundial? que se f... nuclearmente, napalmente, à fome, com cancro, com sida, com inundações, incêndios, o diabo que escolha. ou o seu advogado.”
A ideia é que há inteligentes éticos que utilizam as suas capacidades para bem geral e outros que utilizam a sua inteligência para manobrar cordelinhos e enriquecer com corrupção ...
Há inteligentes que fazem bem para si para outros. E há estúpidos e maus que fazem mal para si e para os outros. Esses devem ser educados. Os que persistirem em malvadez anti-social devem ser isolados até à reeducação para não destruírem sociedade e envenenarem a humanidade dos outros.
Ética e falta de ética existe em todos os regimes políticos. Desigualdades igualmente. Mas estas podem ser mais ou menos justas.
«se a ética desse dinheiro, toda a gente a teria»... Disse o “nosso Belmiro de Azevedo!!
um vertebrado que colocou uns deputados a trabalhar, como ele, a "horas"!!!”
...
"Então a questão é como fazemos pra controlar aquelas pessoas com poder e sem uma ética (defino ética como aquele comportamento bom para uma pessoa e que não faz mal aos seus semelhantes). Acho que não há ferramentas pra isso."
Há duas ferramentas principais, uma delas ao alcance de todos os que aqui escrevem: Denunciar a corrupção e a falta de ética. A outra seria uma justiça melhor e mais eficiente. A justiça funcionou em Itália quando destruiu uma classe dirigente, na maioria corrupta, com o famoso juiz Antonio Di Pietro que por algum tempo se tornou o homem mais popular de Itália, na famosa operação de "Tangentopolis". Nas melhores democracias em que há liberdade de informação só raramente os mais corruptos e menos honestos chegam ao poder.
O ideal ético seria um comportamento bom para si e para os outros sem fazer mal aos seus semelhantes. Mas quase toda a acção humana faz bem a uns e mal a outros. Será mais ético o que fizer mais bem, com mais justiça e com menos "danos colaterais".
”... este pires diz com cada uma... quer dizer.. capitalismo sim, mas com ética...de ética tá o inferno cheio... Há duas ferramentas principais, uma delas ao alcance de todos os que aqui escrevem: Denunciar a corrupção e a falta de ética... Ainda não deste por ela que és o único dos que aqui escrevem regularmente que não denuncia a corrupção e a falta de ética e em vez disso se põe a dar vivas imbecis ao belluscorni, ao bill gates, ao bush, à bomba de hiroshima, ao macdonalds?”
Penso que muitos que chamam imbecil a Berlusconi, Bill Gates ou Bush são muito menos inteligentes. Penso que a bomba de Hiroshima teve muito mais desculpa ética do que a colonização e “Descolonização Exemplar” dos portugueses em Angola e Moçambique com dez vezes menos de vítimas. Penso que a maioria dos milhões de pessoas que todos os dias são servidos pela Mc Donalds seriam mais mal servidos se não existisse.
Berlusconi tentou seduzir os empresários americanos a investirem em Itália. O Presidente do Senegal disse que para o seu país e para toda a África seria melhor se as multinacionais investissem mais. Estúpidos e ignorantes de Itália manifestaram contra USA, contra as multinacionais e contra a sua fuga de Itália. Vi as bárbaras destruições dos manifestantes a Nápoles contra Bill Gates e modernização da função pública. Em vez de procurarem adaptar-se à evolução e contribuir para uma melhor globalização pensam que podem e devem pará-la com a destruição. Vi Génova destruída por manifestantes contra os representantes dos povos mais ricos e eficientes. Pareceu-me uma bárbara guerra dos falidos contra os melhores representantes das melhores democracias. Pareceu-me a bruta agressividade dos perdedores contra o diálogo e razão mais inteligentes e superiores do ponto de vista ético e moral. Dizem os estudos sociológicos que a moral dos políticos é superior à média dos seus eleitores.
Anarquistas, comunistas e capitalistas devem ter liberdade de expressão, mas a nenhuma minoria se deve tolerar a prepotência de querer impor aos outros o que considera melhor para a maioria, muito menos com a violência bruta, terrorismo e criminalidade.
Mais: http://dimm.weblog.com.pt/arquivo/081323.html#more
CHE GUEVARA: MITO E CONTRADIÇÕES: (CHE, CUBA, “REPORTERS SANS FRONTIÈRES”, JORNALISMO, JUSTIÇA, DIREITOS HUMANOS, DIREITOS DE AUTOR, GLOBALIZAÇÃO ) http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=29895&cidade=1#30774
CHE GUEVARA: UM FALIDO MITO DOS FALIDOS? http://members.xoom.it/jiimm/hche.htm: http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=28803&cidade=1#31499
CHE GUEVARA E A ESTUPIDEZ OU IGNORÂNCIA DE CERTA ITÁLIA: http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=31811&cidade=1
G8, DEMOCRACIAS E JUSTIÇA OU ESTUPIDEZ? : http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=34352&cidade=1
Não há uma inteligência mas diferentes capacidades intelectuais que se podem desenvolver ou atrofiar de acordo com o uso e saúde. Na prática, desde o nascimento podemos desenvolver mais umas ou outras capacidades com o estímulo e seu melhor uso ou falta dele. O princípio biológico fundamental é: O QUE SE EXERCITA DESENVOLVE-SE E O QUE NÃO SE EXERCITA ATROFIA-SE. Na prática em cada momento estamos a desenvolver aptidões de acordo com as prioridades. Essa hierarquia de prioridades estabelece-se por influência do meio e passado que condiciona as nossas motivações. E aqui pode ter muita influência o inconsciente, a intuição, aquilo que muitas vezes se chama sexto sentido ou inspiração.
Muitas informações esquecidas a nível consciente podem encontrar-se a nível inconsciente e sugerirem tomadas de posição inteligentes que parecem estúpidas ou irracionais. Pensar num problema antes de adormecer pode favorecer um trabalho inconsciente durante o sono que nos dá uma inteligente solução ao acordar. Por isso muitas pessoas aconselham de dormir antes de tomar decisões importantes. Mas há pessoas que intuem rapidamente a melhor solução e por vezes é melhor uma decisão imediata do que adiada. Analisemos os nossos erros e êxitos para nos compreendermos melhor.
As prioridades são muitas vezes subjectivas, o maior bem do presente pode equivaler a um sacrifício futuro, um bem económico pode significar um mal moral, ético ou de consciência. O que parece inteligente para um pode ser considerado estúpido por outro.
Os estímulos de prazer ou dor têm muita influência no desenvolvimento das capacidades.
A foto de Che Guevara mais reproduzida em todo o mundo sem que o autor tenha recebido um tostão em vida, está agora a causar a ruína dos “REPORTERS SANS FRONTIÈRES” por causa dos direitos de autor: a herdeira já recebeu 2.000 € e pede mais €1.142.000, (€200 por cada figura estampada com a escrita: “bem-vindos a Cuba, a maior prisão do mundo para jornalistas”). Após a impressão o tribunal de Paris acolheu o pedido de pagamento de €2.000 e destruição do material. Mas numa reportagem da TV feita na sede dos “Reporters Sans Frontières” figurava a fotografia exposta, prova de que não tinham destruído todos os exemplares, pretexto para pedir mais €1.142.000, o que me parece um exagero. (Fonte: Corriere della Sera, 2004-02-25, p.14
Aquela foto foi dada pelo autor e transformada em ícone do movimento estudantil de 1968, (ao lado da de Estaline). Um movimento que nasceu a Praga precisamente para lutar pela liberdade contra Estaline que impediu a representação de um teatro, passou a Paris e Roma com as bandeiras de Estaline.
A justiça funciona com estas coisas em que não se prejudica o autor e não funciona quando máquinas inventadas em Itália são copiadas integralmente na China e fazem concorrência internacional ao serem produzidas sem gastos de investigação, criação e com operários a ganharem €50 ao mês.
Mais: CHE GUEVARA: UM FALIDO MITO DOS FALIDOS? http://members.xoom.it/jiimm/hche.htm
AUTÓPSIA DE UM FALIDO : http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=28803&cidade=1#31499
CHE GUEVARA E A ESTUPIDEZ OU IGNORÂNCIA DE CERTA ITÁLIA: http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=31811&cidade=1
Curioso o contraste das duas imagens: nazismo de que a Europa se livrou com ajuda dos USA e Che mito dos combatentes contra USA: http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=29895&cidade=1#30774
A ética, termo erudito da moral, é no essencial o comportamento recomendado em cada meio. Cada indivíduo tem a sua moral que pode ser mais ou menos concordante com a do meio em que vive, com o passado familiar ou colectivo, mais ou menos conforme ao presente ou orientada para o futuro, mais ou menos concordante com a família, local, nação ou global.
No passado as fronteiras foram quase sempre determinadas por guerras, a sobrevivência individual estava muito dependente da nação e o patriotismo foi considerado um dos valores éticos mais apreciados. Os meios de informação e a dita “cultura” contribuiu para transformar em heróis personagens que encarnavam esses valores. Recordo a minha primeira manifestação política inconsciente: frente à Sé da Guarda no meio de outras crianças tão inconscientes como eu a rezar pela beatificação de D. Nuno Álvares Pereira. Passados mais de 40 anos compreendo as motivações daquela motivação político religiosa: a política de Salazar pelo orgulhosamente sós juntou-se à Igreja Católica para ressuscitar um morto cuja ideologia convinha aos seus projectos: orgulho de um povo que tinha vencido Espanha e se considerava forte para enfrentar o mundo e continuar com a colonização.
Aquela minha manifestação política inconsciente faz-me lembrar as de 68 com bandeiras de Estaline e Che Guevara, do G8 de Génova com a sucessiva transformação de um marginal delinquente em herói, dos pacifistas com bandeiras de terroristas e guerrilheiros a queimarem a bandeira dos USA. Todos se consideram do lado do bem, justo, ético, moral... mas quanta inconsciência semelhante à minha de criança? Que pensarão daqui por 40 anos da ética actual?
As éticas políticas predominantes no após guerra eram comunistas ou capitalistas, dos chamados explorados e exploradores. Com a queda do comunismo e a globalização da informação deixou de ser possível manter as mentiras de parte a parte. Os falidos do comunismo uniram-se aos no-global e terroristas islâmicos ou regionais porque pensam que é justo lutar contra os vencedores, os regimes mais ricos e eficientes. As multinacionais tornam-se um dos principais objectivos. Os slogans de um século atrás só continuam em países mais atrasados. As multinacionais abandonam os regimes mais instáveis e menos seguros. Em Itália primeiro manifestaram contra as multinacionais e depois manifestaram por se irem embora e deixarem desempregados.
Na interpretação do terrorismo surge uma nítida divisão entre esquerda e direita: os USA lideram os que pensam que é seu dever moral impor democracias onde reinam ditaduras e apoio do terrorismo; as esquerdas dizem que o terrorismo resulta das guerras e injustiças, especialmente das invasões americanas.
Na prática há sempre um certo egoísmo e altruísmo na defesa de um sistema ético:
1. ÉTICA INDIVIDUAL: cada um tem o dever ético de velar pela sua saúde e desenvolvimento pessoal para retribuir à sociedade o que recebeu.
2. ÉTICA FAMILIAR: deveres familiares ...
3. ÉTICA NACIONAL: deveres para com a pátria cada vez mais substituídos por deveres sociais globais.
4. ÉTICA GLOBAL: contribuir para um mundo mais justo e melhor.
Todas estas éticas entram em conflito na maioria das nossas decisões ou tomadas de posição. A ética global é a mais altruísta e em certo senso mais nobre. Isto contradiz muitas crenças populares. Na educação em que fui criado os USA sempre foram considerados maus pelas suas guerras especialmente pela bomba atómica sobre Hiroshima e Vietname. Mas tudo depende dos pontos de vista: tanto podem ser dos actos terroristas piores como mais desculpáveis do ponto de vista ético: a bomba sobre Hiroshima deu uma lição moral ao agressor, transformou uma cidade que vivia da guerra numa cidade museu pela paz e talvez tenha evitado muitas mais mortes porque contribuiu para o fim da guerra. No Vietname morreram 58.000 soldados americanos, muitos outros ficaram traumatizados para toda a vida e os USA tiveram despesas que nunca recuperaram. Em certo senso foi um dos maiores actos de altruísmo: um sacrifício enorme para defender um povo invadido por outro com apoio da China e URSS. No fundo foi um campo de batalha entre capitalismo e comunismo. Os USA perderam essa batalha mas ganharam a guerra do capitalismo contra o comunismo com a sua superioridade económica e a queda ou conversão de quase todos os sistemas comunistas. Sabemos que o sacrifício humano foi enorme mas nunca saberemos se esse sacrifício não contribuiu a evitar outros piores. Sabemos que a chamada “GRANDE REVOLUÇÃO RUSSA” causou cerca de 100 milhões de mortos, parece-me evidente que se não fossem os USA continuavam pela Ásia, Europa, África e América como fizeram no Vietname, Hungria, Checoslováquia, etc. Nunca saberemos se sem os USA as mortes e a situação no mundo seria melhor ou pior.
Nasceu com 90% de financiamento público, um misto de capitalismo e comunismo. Progrediu com corrupção política, financiamento aos políticos e à mafia perante a indiferença do sistema judicial.
Em certas regiões de Itália só se vendiam os produtos das marcas Parmalat e Cirio, as duas que faliram, com exclusão de todos os produtos concorrentes, por imposição das mafias que controlavam o território. A Parmalat pagava à mafia por ano 400.000.000 de liras, (€200.000), por este "serviço".
“A Parmalat significava o exemplo de um sucesso impulsionado pela dinâmica da globalização liberal. Começando como uma pequena empresa familiar de distribuição de leite pasteurizado localizada nos arredores de Parma, na década de 60, ela se desenvolveu graças à habilidade de seu fundador, Calisto Tanzi, e aos generosos subsídios da União Europeia. A partir de 1974, a Parmalat internacionalizou-se, instalando-se no Brasil e, depois, na Venezuela e no Equador. Multiplicou suas filiais e criou empresas intermediárias em todos os territórios que oferecessem facilidades fiscais (Ilha de Man, Holanda, Luxemburgo, Áustria e Malta) e, em seguida, nos paraísos fiscais (Ilhas Caiman, Ilhas Virgens britânicas, Antilhas holandesas...).” (O escândalo da Parmalat - artigo de Ignacio Ramonet http://www.diplo.com.br/aberto/materia.php?id=852.com ).
A União Europeia manda para o Sul de Itália dois biliões de € que acabarão em grande parte nas mafias locais e na concorrência aos mais honestos e eficientes empresários. Nestes dias vi em “Striscia la Notizia” no canal 5 de Itália uma reportagem sobre um empresário que tinha uma empresa de reciclagem de lixo perfeitamente operativa que ficou sem poder trabalhar porque a União Europeia financiou com 500.000€ umas burocracias concorrentes que segundo parece nem fazem nem deixam fazer: quase todas as empresas do Estado e quase todos os financiamentos para certas regiões mafiosas de Itália terminam em servir os interesses de mafiosos locais em vez de servir as necessidades.
A primeira função do Estado devia ser por uma justiça eficiente contra todas as ilegalidades e imoralidades no uso do dinheiro dos contribuintes. Ao contrário de certos anarquistas que apregoam a falta de hierarquias e poderes eu proponho o reforço do sistema político, policial e judicial mais forte não com intervenções a favor dos corruptores mas sim dos mais honestos, eficientes, justos e eticamente sociais. Ao contrário de certos anarquistas que estão preocupados com medo que Berlusconi saiba a cor das suas cuecas, o sistema policial e judicial deve ser reforçado com novos meios, novas leis, novos métodos adaptados às exigências de momento.
A justiça, segundo a sua tradição de árbitro de poderes dos advogados, muito provavelmente acabará por castigar as mais pobres vítimas e os inocentes contribuintes: Um advogado para defender uma das 100.000 vítimas pede €4.000. As pequenas vítimas que recorrerem a um advogado pagarão este dinheiro para poucas possibilidades de obterem justiça. As grandes empresas com os melhores advogados acabarão por obter a melhor parte do que resta. Os contribuintes pagaram o nascimento, a corrupção, a mafia, os preços mais elevados pela falta de concorrência e talvez acabem por pagar para o exército de advogados que certamente vai receber a melhor parte. Já vi um na TV com a sua lógica: a Consob errou porque devia controlar e não controlou, como é do Estado tem meios de pagar e deve pagar as consequências. Mas o Estado somos nós que pagamos impostos para muitas vezes servirem contra os nossos interesses.
Mais:
http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=33646&cidade=1 .